Alex Armstrong

As grandes redes de supermercados na França se comprometem a combater o desmatamento vinculado à soja: nossa reação.

As grandes redes de supermercados na França se comprometem a combater o desmatamento vinculado à soja: nossa reação

Quase todas as redes de supermercados francesas – Carrefour, Casino, Auchan, Lidl, Metro, Système U, Mousquetaires e Leclerc – anunciaram medidas para dar fim ao uso da soja produzida em terras desmatadas¹. Embora seja um passo importante, entendemos que, por si só, será insuficiente se o governo não reforçar as regras que se aplicam a todos os envolvidos.

Por ocasião dos dois anos da Estratégia Nacional de Luta contra o Desmatamento Importado (SNDI), sete grandes cadeias de supermercado acabam de anunciar que incorporarão cláusulas de não desmatamento vinculado à soja aos termos contratuais de seus fornecedores. Particularmente, os distribuidores querem cobrar que seus fornecedores que parem de usar a soja produzida em terras desmatadas do Cerrado, a principal região no Brasil que está sendo desmatada para sua produção.

Com mais de 2 milhões de toneladas importadas a cada ano do Brasil para alimentação animal (aves, suínos, produtores de leite), o consumo de soja na França representa a maior contribuição do país para a destruição de florestas e ecossistemas em outros países, como o Brasil.

O anúncio feito pelos supermercados é um passo importante, mas não suficiente, como explica Klervi Le Guenic, responsável pela campanha da Canopée, uma organização ambiental francesa: “O manifesto dos supermercados é um movimento muito importante do mercado, porém, para ser eficaz, essa movimentação voluntária deve se traduzir rapidamente na implantação de planos de ações consistentes. Para Lidl, Système U e Auchan, isso já está feito; os outros devem agora seguir essa dinâmica positiva. Em breve publicaremos uma análise dos diferentes comprometimentos dos supermercados.

Para Etelle Higonnet, coordenadora de Mighty Earth, uma organização que trabalha para reduzir o desmatamento de florestas tropicais “Os supermercados franceses finalmente ouviram os 9 de cada 10 franceses que estão mobilizados contra o desmatamento e são a favor de ações concretas e firmes.² Porém, até agora, algumas empresas de grande importância ainda não se uniram ao manifesto, incluindo os fornecedores de soja Cargill e Bunge, que têm o poder de interromper as importações de soja responsáveis pelo desmatamento. Esperamos igualmente um comprometimento dos traders  de soja menos implicados no desmatamento, como COFCO e Louis Dreyfus. Caso contrário, as empresas francesas deverão suspender seus contratos com eles a partir de 1º de janeiro de 2021.”

“Este manifesto representa uma abordagem única, graças aos distribuidores franceses. Coletivamente temos mais peso para atuar, convocamos todos os atores da cadeia de abastecimento a se unirem a nós para lutarmos juntos contra o desmatamento / conversão ligada à cultura soja. ” Bertrand Swiderski Diretor de Carrefour.

Fazemos um chamado a todos os traders de soja e a todas as empresas que utilizam a soja para alimentação animal, para produção de carne e laticínios e para o setor de restaurantes a assinarem o manifesto.

Além disso, o governo francês deve fortalecer seu comprometimento. Em Setembro de 2020, a Canopée publicou um relatório, realizado por seu Conselho Científico e Técnico, sugerindo encerrar as importações de soja que acarretavam risco de desmatamento³. O manifesto que assinamos hoje representa a continuidade desse trabalho e a reivindicação pela aceleração de sua implementação, como explica Sylvain Angerand, coautora do relatório: “Está claro para nós que a estratégia nacional de luta contra o desmatamento importado se encontra num impasse, devido à falta de recursos, de compromissos políticos significativos e ao excesso de confiança em comprometimentos voluntários. Com esse manifesto, agora a bola está no campo do governo: soluções técnicas existem e os protagonistas estão prontos para se envolver. É necessário apoiar essa dinâmica para criar uma estrutura mais rígida para todas as empresas, particularmente aquelas que respondem à lei de diligência prévia, mas que não adotaram nenhuma medida séria de luta contra o desmatamento importado.”

¹Mais de 9 de cada 10 franceses estão mobilizados contra o desmatamento e são a favor de ações concretas e firmes.https://d25d2506sfb94s.cloudfront.net/cumulus_uploads/document/v3p20mpf8i/YG-Archive-030519-FernDeforestationAllMarkets065.pdf
²https://www.canopee-asso.org/wp-content/uploads/2020/09/Rapport-SOJA_09-2020-1.pdf


VOICE response to latest NORC research on child labour in the cocoa sectoresponse to latest NORC research on child labour in the cocoa sector

Despite two decades of efforts, the cocoa sector has still not been able to significantly reduce – let alone eliminate – child labour on West African cocoa farms. According to a new report by the National Opinion Research Center at the University of Chicago (NORC), 1.5 million children are working in cocoa production in Côte d’Ivoire and Ghana. 95% of the child labourers are exposed to the worst forms of child labour, such as working with dangerous tools or harmful pesticides.

The main reason why the problem of child labour has not been solved is simple; it didn’t have to be eliminated. The efforts of the past two decades were entirely voluntary. Companies could engage with the problem in any manner they saw fit, and there have been exactly zero consequences for failing to meet the parade of promises made by the cocoa industry in the past decade.

The report shows that some forms of child labour are even getting worse. The strong increase of children using pesticides is an especially grave cause for concern. More than forty percent of children interviewed reported feeling very tired or even exhausted because of child labour. A third of children were in very bad pain, a quarter felt very sick, and one in ten children had to receive treatment at a medical centre. All in all, these figures are shocking, and urgent efforts must be undertaken to safeguard children from these hazards to their health.

A companion study on the efficacy of industry interventions to reduce child labour – commissioned by the cocoa and chocolate industry – was simultaneously released. It shows that when industry does choose to invest time and effort in child labour reduction approaches, progress can be made. Though it raises the question why these investments were not made much earlier and on a larger scale, the VOICE Network welcomes the intention of several multinational cocoa and chocolate companies to roll out these programmes to all the cocoa farmers they source from. We call on all other companies to follow suit immediately.

However, such programs reduce child labour only by roughly 30%. The main cause of child labour is poverty, and child labour will persist as long as the cocoa and chocolate industry is not serious about ensuring a living income to all cocoa farming families around the world.

Other drivers of child labour, including a lack of healthcare and education, require efforts by local governments who are responsible for the infrastructure needed for childcare and education. The VOICE Network calls on all cocoa-producing governments, but especially the Ghanaian and Ivorian governments, to dramatically improve and expand efforts to provide education and other vital services to children, and crack down on child labor and other abuses in cocoa. There is also an increasing need for clarity and ownership of the concept of child labour and child work, which should be informed by national inclusive and deliberative processes. This should be anchored in existing national legislation, which is based on the ILO Core Conventions and takes into account the Convention on the Rights of the Child.

What is needed now are mandatory due diligence regulations that cover both human rights and environmental harms, as well as an urgent plan to safeguard children from exposure to pesticides, a full roll out of child labour monitoring and remediation systems to all cocoa sourcing from West Africa, coordinated national agricultural and rural development policies and investments in infrastructure. Lastly, these must be coupled with a strong income increase to ensure cocoa farming households reach a living income, part of which must include payments of higher cocoa prices at ‘farm-gate’.


Joint Op-ed: France's Promise to End Deforestation is Endangered

This week, Mighty Earth published a joint op-ed with the French environmental organizations Canopée, Envol Vert, France Nature Environnement, Greenpeace France, Friends of the Earth France, Notre Affaire à Tous, Sherpa, and WWF France. The op-ed discussed the challenges and opportunities for France to live up to national promises of ending imported deforestation. Marking the 2 year anniversary of France's commitment to a National Strategy on Imported Deforestation (Stratégie nationale de lutte contre la déforestation importee, or SNDI), this op-ed lays out a clear path to success.

The group of environmental associations denounces shortcomings in the implementation of the SNDI, and warns that in a few weeks, the commitment made by France in 2015 to help eliminate deforestation linked to the production of agricultural raw materials by 2020, will be at risk of having officially failed. Published in November 2018, SNDI placed France in a pioneering position in the fight against imported deforestation. Two years on, the lack of concrete changes on the ground constitute a cause for alarm, particularly in light of ongoing deforestation, worsening climate change, and deepening biodiversity loss.

After two years of status quo or incremental progress – often led by French industry and NGOs – it is urgent that the government finally act decisively. The SNDI cannot be based solely on the addition of voluntary commitments from companies. France must ensure the SNDI is concretely respected across the board, including by enforcing the law on the new “duty of vigilance” law. This means first and foremost ensuring that each company subject to the law, develops a specific action plan against imported deforestation. Second, the government must stop blocking proposals by parliamentarians regarding the exclusion of all palm oil and soybean products in biofuels. Third, the government must expedite setting up a solid mechanism for traceability and risk management, accelerate the transition to protein autonomy, and even develop actions in favor of reducing our meat consumption. Finally, a historic opportunity exists for 2021: to support the European Commission proposing ambitious and binding legislation to put an end to imported deforestation in the EU, based on increased transparency and corporate vigilance obligations.

Now is the time to clearly address the shortcomings of the SNDI, move from words to action, and rapidly make up for lost time to finally put an end to France's complicity in deforestation.


Major Supermarkets in France Commit to Fighting Soy-Driven Deforestation: Our Reaction

Major Supermarkets in France Commit to Fighting Soy-Driven Deforestation: Our Reaction

Almost all supermarkets in France – Carrefour, Casino, Auchan, Lidl, Metro, Système U, Mousquetaires and Leclerc – have announced measures to end the use of soy produced on deforested land today. While we welcome this important step, it is insufficient unless the government ensures these commitments are fulfilled and tightens up the rules that apply to all economic players in the supply chain.

To mark two years of the National Strategy to fight Imported Deforestation (Stratégie Nationale de lutte contre la Déforestation Importée, SNDI), seven large retailers have just announced that they are going to include non-deforestation clauses for soy in their suppliers’ contractual conditions. In particular, the supermarkets are demanding that their suppliers stop using soy from recently deforested land in the Cerrado, which is the main region in Brazil being deforested for soy production.

Every year, France imports more than two million tonnes of soy from Brazil for animal feed (poultry, pork, dairy products). Soy consumption in France is responsible for the worst impacts on forests and native ecosystems.

The supermarkets’ announcement is significant but not sufficient, explains Klervi Le Guenic, Canopée’s campaign officer: “The supermarkets’ manifesto sends a very strong market signal, but to go beyond mere words, this voluntary measure needs to be rapidly transformed into consistent action plans. Lidl, Système U and Auchan have already done this; the others now need to pick up on this positive dynamic. We will publish an analysis of the supermarkets’ different commitments soon.

According to Etelle Higonnet, senior campaign director with Mighty Earth: “French supermarkets are finally listening to their customers’ concerns and leading an industry-wide effort to clean up the entire French soy supply chain¹. But a few key companies failed thus far to join the Manifesto. The elephants in the room are soy traders Cargill and Bunge, who have the power to stop importing deforestation-tainted soy. We’re also waiting for soy traders like COFCO and Louis Dreyfus to join, as their deforestation footprint is much lower than Cargill’s and Bunge. If they don’t, French companies should suspend contracts with them as soon as January 1st 2021.”

We are calling on all soy traders, and all businesses that use soy for animal feed, meat and dairy production including restaurants and food companies to sign the manifesto.

A fundamental condition for success is that the government seize these corporate commitments to strengthen the due diligence obligations for all companies. In September 2020, Canopée published a report under the auspices of the Scientific and Technical Council about putting an end to imports of soya that entailed a risk of deforestation². The manifesto we have signed today represents a continuation of this work and a demand for it to be implemented faster, as Sylvain Angerand, co-author of the report, explains: “It has become clear that the national strategy to fight imported deforestation has reached an impasse, due to a lack of resources, significant political trade-offs and over-reliance on voluntary commitments. This manifesto puts the ball firmly in the government’s court: the technical solutions exist, and stakeholders are ready to commit. What is needed now is to build on this dynamic to create a stricter framework for all businesses, particularly those that are subject to the law of due diligence but have not adopted any serious measures whatsoever to fight imported deforestation.”

¹More than 9 out of 10 French people support strong, specific action to fight deforestation. https://d25d2506sfb94s.cloudfront.net/cumulus_uploads/document/v3p20mpf8i/YG-Archive-030519-FernDeforestationAllMarkets065.pdf
²https://www.canopee-asso.org/wp-content/uploads/2020/09/Rapport-SOJA_09-2020-1.pdf


La Grande Distribution S’engage Contre la Déforestation Liée Au Soja: Notre Réaction

La Grande Distribution S’engage Contre la Déforestation Liée Au Soja: Notre Réaction

La quasi-totalité de la grande distribution française – Carrefour, Casino, Auchan, Lidl, Metro, Système U, Mousquetaires et Leclerc- annoncent aujourd’hui des mesures pour mettre fin à l’utilisation de soja issu de la déforestation. Un signal important que nous saluons, mais insuffisant si les pouvoirs publics n’accompagnent pas la mise en œuvre de ces engagements et ne renforcent pas les règles qui s’appliquent à l’ensemble des acteurs. 

A l’occasion des deux ans de la Stratégie Nationale de lutte contre la Déforestation Importée (SNDI), sept enseignes de la grande distribution viennent d’annoncer qu’elles allaient intégrer des clauses de non-déforestation liée au soja dans les cahiers des charges de leurs fournisseurs. En particulier, les distributeurs s’engagent à demander à leur fournisseur d’exclure le soja issu de la déforestation au Cerrado, la principale zone d’extension de cette culture au Brésil.

Avec plus de 2 millions de tonnes importées chaque année du Brésil pour l’alimentation des animaux (volaille, porcs, produits laitiers), notre consommation de soja est celle qui pèse le plus sur les forêts et les écosystèmes.

L’annonce des distributeurs est une étape importante mais non-suffisante comme l’explique Klervi Le Guenic, chargée de campagne à Canopée : “L’engagement des distributeurs est un signal de marché très important mais pour ne pas rester lettre morte, cette démarche volontaire doit rapidement se traduire par la mise en place de plans d’actions conséquents. Pour Lidl, Système U et Auchan c’est déjà chose faite. Les autres enseignes doivent maintenant suivre la dynamique positive enclenchée. Nous publierons prochainement un décryptage de ces différents engagements.

Pour Etelle Higonnet, coordinatrice de Mighty Earth: “Les supermarchés français sont enfin à l’écoute des préoccupations de leurs clients¹. Mais jusqu’à présent, quelques entreprises clés n’ont pas encore rejoint le manifeste : les commerçants de soja Cargill et Bunge, qui ont le pouvoir d’arrêter les importations du soja responsable de la  déforestation. Nous attendons également un engagement des négociants de soja les moins exposés à la déforestation comme COFCO et Louis Dreyfus. Dans le cas contraire, les entreprises françaises devraient suspendre leurs contrats dès le 1er janvier 2021.”

Nous exhortons tous les négociants de soja, et toutes les entreprises utilisatrices de soja dans les secteurs de l’alimentation animale, la viande, les produits laitiers, et la restauration, à s’engager.

Une condition de réussite essentielle est que le gouvernement se saisisse de ces engagements pour renforcer les obligations de vigilance de l’ensemble des entreprises. En septembre 2020, Canopée a remis un rapport réalisé dans le cadre du Conseil Scientifique et Technique pour mettre fin aux importations de soja à risque². Le manifeste que nous co-signons aujourd’hui s’inscrit dans la continuité de ce travail et appelle à en accélérer la mise en oeuvre comme l’explique Sylvain Angerand, co-auteur de ce rapport: “Notre constat est que la stratégie nationale de lutte contre la déforestation importée est dans l’impasse, faute de moyens, d’arbitrages politiques forts et d’une croyance immodérée dans les engagements volontaires. Avec l’annonce des distributeurs, la balle est désormais dans le camps du gouvernement: les solutions techniques existent, des acteurs sont prêts à s’engager, il faut s’appuyer sur cette dynamique pour créer un cadre plus contraignant pour l’ensemble des entreprises, en particulier celles qui sont soumises à la loi devoir de vigilance et qui n’ont adopté aucune mesure sérieuse de lutte contre la déforestation importée.”

¹Plus de 9 sur 10 français sont mobilisés contre la déforestation et pour l’action concrète, forte. https://d25d2506sfb94s.cloudfront.net/cumulus_uploads/document/v3p20mpf8i/YG-Archive-030519-FernDeforestationAllMarkets065.pdf
²https://www.canopee-asso.org/wp-content/uploads/2020/09/Rapport-SOJA_09-2020-1.pdf


New Campaign Tells Big Business: Protect Forests to Prevent Pandemics

WASHINGTON, DC – Environmental organization Mighty Earth launched the latest phase of its campaign to protect tropical forests today with a new video calling on major corporations to protect forests to help prevent the next global pandemic.

“We are still in the grips of COVID-19, but there’s nothing that says we’ll only have to deal with one pandemic at a time. We should not wait for this storm to pass before we prepare for the next one,” said Sarah Lake, Mighty Earth VP and Global Director for Latin America. “COVID-19, like SARS, MERS, Ebola, and AIDS before it, likely emerged from the sort of human-wildlife interaction that deforestation fosters. Indeed, destruction of native ecosystems is the single greatest risk factor for new pandemics. The companies driving ecological destruction in tropical forests – like Cargill and JBS – must be held to account for their recklessness. And that means that the stores people trust, like Costco, need to stop doing business with them.”

Mighty Earth has released a video highlighting the link between forest destruction and zoonosis – the transmission of disease from animal hosts to human populations – and singled out multinational agribusiness giants as the biggest offenders.

“As Cargill and JBS bulldoze and incinerate these environments, this destruction of natural habitat causes mosquito populations to explode and forces bats and rodents to find new homes deeper into our communities, carrying with them potential new diseases and increasing the risk that these diseases will jump from animal to human,” the video’s narration says. ”This combination of human proximity and disease-carrying wildlife is the perfect Petri dish to breed dangerous new viruses and spread them across the globe.”

Mighty Earth has previously documented how these companies drive deforestation and fires in Latin America, accelerating the twin crises of climate change and mass extinction while trampling on the rights of Indigenous people and local communities.

“We have long known that these companies are behind the felled trees and choking smoke, and so have the supermarkets that continue to do business with them,” said Lake. “But in the past year, we’ve all come to understand just how dangerous it is to continue to destroy forests. We can’t risk another global pandemic. And as Dr. Monica Nirmala told us earlier this year, healthy forests just might be humanity’s best antivirus.”

Additional Resources:

 


消費者は日本の旅行会社が森林破壊を推進することに抗議します

Available in English here.

ワシントンDC - 環境キャンペーン組織マイティアースの新しい報告書は、環境問題を憂慮する世界中の何千人もの旅行者が、日本の旅行大手H.I.S.インターナショナルに対する不買運動への賛同を表明したと述べています。この報告書は、日本で2番目に大きい旅行会社と、気候に不可欠な熱帯雨林を脅かし、絶滅危惧種のオランウータンの生息地を破壊する東南アジアの環境破壊との間の意外ながら明確な繋がりに対する消費者の抗議の声を伝えています。これらの最新の消費者行動は、大気を汚染する発電事業への進出のために衆目にさらされているH.I.S.に焦点を当てた市民運動の高まりの一環です。

報告書「Think Twice About Traveling with Forest Destroyer H.I.S.」は、最近のキャンペーンをハイライトし、事業ポートフォリオにエネルギー生産を加えようとする同社の取り組みを伝え、同社が宮城県角田市で建設中のパーム油を燃焼する発電所が生態系の破壊の推進力になりかねないことを指摘しています。

「パーム油産業は、毎年約25万エーカー(約10万ヘクタール)の森林破壊を引き起こしています。パーム油プランテーションの野放図な拡大は、貴重な熱帯雨林を破壊し、絶滅危惧種のオランウータンの生存を脅かし、気候変動を悪化させます」と、マイティアースの副代表ローズ・ガーは述べています。「H.I.S.の発電所は、毎年70,000トン以上のパーム油を輸入する必要があり、これらの傾向に拍車をかけるでしょう。そのパーム油が調達基準の対象であったとしても、真に持続可能なパーム油の供給は非常に限られています。 それを燃料として燃やすことは非常に無駄なことです。世界中で市民の抗議が見られたのはそのためです。」

H.I.S.は、ロボットが常駐するホテルや昔のオランダを再現した長崎のテーマパークなど、独特な目的地を訪れるために日本に観光客を連れてくる国際的な旅行会社です。しかし、2017年にH.I.S.は 新事業に参入し、日本の消費者に格安の電力を販売するためにH.I.S.SUPER電力を設立しました。電力の仲介業者でいることに飽き足らず、 H.I.S.SUPER電力は、オランダをテーマにした遊園地にソーラーパネルを設置するだけでなく、大量のパーム油を燃焼する大規模な発電所にも投資して、独自の発電所を建設し始めました。

日本の環境保護団体は 同プロジェクトに対する憂慮の念を伝え、2019年2月に同社社長とも面談しました。2019年7月、世界中の約20万人の消費者がH.I.S.にこの発電所建設計画を廃棄し、パーム油事業から撤退して森林を保護するよう要求しました。しかしH.I.S. 経営陣は請願を受け入れることを拒否し、発電所の建設を進めました。

H.I.S.が反応しなかったことは、さらなる国際キャンペーンの引き金となりました。 国際的なNGO連合は、米国、ヨーロッパ、オーストラリアの主要なH.I.S.の支社に対して、発電所プロジェクトに関する懸念を再度表明する手紙を送りました。NGOは同様の手紙をH.I.S.の主要な投資家にも送りました。今週、複数のプラットフォームでデジタル広告も展開されています。 最近のキャンペーンの結果、旅行に頻繁にでかける多くの人々を含め、さらに7,200人がパーム油発電への関与をH.I.S.がやめるまで、同社の旅行の申し込みとホテルの宿泊をしないことを誓約しました。H.I.S.は、これまでのところ、消費者の抗議に直面しても沈黙を守っており、新型コロナウィルス感染症拡大による遅延が発生したものの、発電所は今後数週間で運転を開始する可能性があります。

「パンデミックの最悪の時期が過ぎたと期待されるので、これまで鬱積していた旅行の需要が急増するでしょう」とGarrは述べました。「来年オリンピックが開催されれば、海外からの旅行者が日本に集まるでしょう。しかし、アメリカ人、オーストラリア人、ヨーロッパ人は、熱帯雨林の破壊を推進している会社の旅行に申し込んだり、そのホテルに滞在したりすることを望んでいません。」

「現在のパンデミックに代表されるリスクと日本の国内旅行の減少のため、エネルギー事業による多角化を図りたいというH.I.S.の意向も理解できます。しかし、そのパーム油発電の新規事業は短絡的であり、コアビジネスを脅かす消費者の反発を生み出すリスクがあります。H.I.S.には、まだ、パーム油火力発電計画をやめ、代わりに太陽光発電や日本で伸び始めている風力発電市場に投資するという正しい選択をするチャンスがあります。」

以上


Following BBC Investigation, Global Certification Organization FSC Must Suspend Korindo and Reopen Investigation into Fires in its Palm Oil Concessions

By Mark Hays, Senior Campaigns Director, Mighty Earth

Today, the BBC published an in-depth investigation (the "Burning Scar") into fires on Korindo palm oil concessions in Papua, Indonesia. The findings are disturbing: as the BBC’s report states, "according to a new investigation by the Forensic Architecture group at Goldsmiths University in London and Greenpeace International, published in conjunction with the BBC, there is evidence that indicates deliberate burning on the land during the land-clearing period. The investigation found evidence of fires on one of Korindo's concessions over a period of years in patterns consistent with deliberate use" (emphasis added).

The BBC's findings are supported by testimony from local landowners. In interviews with the BBC, these landowners told the organization that the company had set fires on the concessions over a period of years. For example, the BBC states: "a local farmer said he saw Korindo employees collecting leftover wood, ‘the worthless stuff’. They piled up long rows, maybe 100-200 metres long, and then they poured petrol over it and then lit them."

These findings reinforce Mighty Earth's Burning Paradise report, released in September 2016. Yet, on its website, Korindo continues to deny its use of fires, stating that it "has never used and will never use fire to clear land in any of its operations."

As described in the BBC story, a 2018 report by an independent Complaint Panel appointed by the Forest Stewardship Council (FSC), a global certification body for responsible forest management, found that Korindo Group had significantly violated the FSC's policies on deforestation and human rights during the period 2013-2017. The Panel concluded that there were "strong and sufficient grounds for the disassociation of all the companies associated with these serious violations."

Despite these conclusions, and two supplementary investigations that made similar findings, in June 2019 the FSC decided to maintain its relationship with Korindo on the condition that Korindo adopt improvement measures. The versions of the investigation ultimately released to the public were heavily censored by the FSC after receiving legal threats from Korindo, including the delivery of a “cease and desist” letter, according to an email Mighty Earth received from the FSC.

At the time, the FSC Complaint Panel said they were unable to find sufficient evidence to confirm the deliberate use of fires. Now, in light of the new facts and analysis in the BBC investigation, Mighty Earth calls upon the FSC to reopen its investigation into the allegations that Korindo deliberately used fire in its oil palm concessions.

FSC has also inexcusably sat on its hands for over a year on initiating the stakeholder process to determine how Korindo is going to compensate and remediate for its liabilities on deforestation and human rights violations, leaving impacted communities in the dark. FSC must act with urgency to conduct a fair and transparent process, rapidly deliver remedy long overdue, and re-evaluate its decision not to suspend Korindo.

Watch Forensic Architecture's short film on the investigation:

 


Consumers Push Back on Japanese Travel Company Driving Forest Destruction

日本語版

Thousands of concerned travelers around the world have signed on to a threatened boycott of Japanese travel giant H.I.S. International, according to a new briefing paper from environmental campaign organization Mighty Earth. The paper highlights consumer outcry around the unexpected but clear link between Japan's second largest travel company and environmental destruction in Southeast Asia that threatens climate-vital rainforests and destroys the habitats of endangered orangutans. These latest consumer actions contribute to a rising tide of activism focusing on H.I.S., which has come under intense scrutiny for its foray into climate-polluting energy production.

The analysis, Think Twice About Traveling with Forest Destroyer H.I.S., highlights the recent campaign and relays the company’s efforts to expand its business portfolio into energy generation, and specifically identifies its under-construction power plant – a palm oil-burning facility in Kakuda City, Miyagi Prefecture – as a potential driver of ecological devastation.

“The palm oil industry drives about 250,000 acres of deforestation every year. Unchecked expansion of palm oil plantations destroys precious rainforests, threatens the survival of endangered orangutans, and exacerbates climate change,” said Rose Garr, Vice President at Mighty Earth. “H.I.S.’s power plant would require importing 70,000 more tons of palm oil each year, accelerating these trends. Even if that palm oil is subject to sourcing standards, there is an extremely limited supply of truly sustainable palm oil. The idea that we should burn it as fuel is just incredibly wasteful, and that’s why we’ve seen a global public outcry.”

H.I.S. is an international travel company that brings tourists to Japan to visit its quirky and offbeat destinations, including hotels staffed by robots and a theme park in Nagasaki that recreates old Holland. But in 2017, H.I.S. embarked on a new venture and established H.I.S. Super Power to sell discounted electricity to customers in Japan. Not content to be just an electricity middleman, H.I.S. Super Power began to build their own generation plants, putting up solar panels at their Dutch theme park but also investing in this large-scale power plant that would burn enormous quantities of palm oil.

Japanese environmental groups alerted H.I.S. to their concerns with the project and even met with the company’s CEO in February 2019. In July 2019, approximately 200,000 consumers from around the globe demanded H.I.S. protect forests by scrapping this proposed plant and getting out of the palm oil business. But H.I.S. management refused to accept the petitions and pushed forward with construction of the power plant.

H.I.S.’s lack of response prompted another round of international campaigning. The international coalition of NGOs delivered a letter to major H.I.S. branch offices in the United States, Europe, and Australia, reiterating its concerns about the power plant project. They sent a similar letter to H.I.S.’s major investors. Digital ads across multiple platforms are also being rolled out this week. The recent campaigning has led to an additional 7,200 people, including many frequent travelers, to pledge not to travel with H.I.S. or stay in its hotels until the company ends its involvement in palm oil power generation. H.I.S. has so far remained silent in the face of consumer protests, and after COVID 19-related delays, the power plant could begin operation in the coming weeks.

"As we hopefully put the worst of the pandemic behind us, there's going to be a huge pent-up desire to travel,” said Garr. “If the Olympics take place next year, international travelers will be flocking to Japan. But Americans, Australians, and Europeans don't want to travel or stay with a company driving destruction of the rainforests.”

“We understand H.I.S.’s desire to diversify into energy due to risks exemplified by the current pandemic and as Japanese domestic travel declines. However, their palm oil venture is shortsighted and risks generating a consumer backlash that threatens their core business. H.I.S. still has a chance to do the right thing: drop its plans to burn palm oil and instead invest in solar or the burgeoning Japanese wind power market.”


UK Law Must Go Further to Fight Deforestation

Today, the UK government introduced its Environment Bill “to clamp down on illegal deforestation and protect rainforests.” The Bill would require greater due diligence from businesses on sourcing standards, with a focus on removing illegal deforestation from supply chains. In response to the Bill, Robin Willoughby, Mighty Earth UK Director, released the following statement:

“We welcome the government’s action, which follows demands from UK consumers and international brands alike for action against deforestation. But the law’s focus on illegal deforestation makes this a half measure.

“The people of the UK do not want to eat food grown in the ashes of the world’s forests. And in a time of climate crisis and mass extinctions, deforestation – whether nominally legal or illegal – accelerates environmental decline.

“We call on Parliament to ensure that the final law covers the worst corporate laggards – such as soy suppliers Cargill and Bunge and beef supplier JBS – and has the enforcement mechanisms necessary to bring about real change.”


The Biden Moment on Climate

Dear Friends,

We’re excited to extend our warmest congratulations to President-elect Biden and Vice-President-elect Kamala Harris, with a sense of relief and hope for the next four years.

Congressman Henry Waxman, chairman of Mighty Earth, has worked with President-elect Biden for decades on environmental protection, health care, and other issues. We know Joe Biden to be a good man. President-elect Biden has not only supported ambitious climate and environmental legislation, but offered an ambitious and achievable action plan. He’s also assembled an impressive team, including expert alumni of Congressman Waxman’s staff.

We’ve waited far too long to reach this moment when movement for climate action is within reach and on the Administration’s agenda. And we’re determined to keep it there.

100 Days, 100 Environmental Protections

The first order of business for the environment will be undoing President Trump’s rollback of core protections. Indeed, just in the last two weeks, President Trump gutted protections for Alaska’s Tongass rainforest (one of the most carbon-dense ecosystems on the planet) and let threatened wolves start being gunned down.

Among the other approximately 100 top priority environmental protections to restore:

  • The Obama-Biden climate standards for cars and trucks, probably the single most important climate policy of the Obama administration
  • Limits on methane super-pollution from oil and gas
  • Protections for the Arctic National Wildlife Refuge, Bears Ears, Grand Staircase, Northeast Canyons National Monuments, and other public lands.

We look forward to working with the Biden administration to start to reverse these 100 rollbacks in the first 100 days.

A Perfect Storm for Decarbonization

At Mighty Earth, we believe the secret to our success has been creating “Perfect Storms” of grassroots activism, financial pressure, and media attention to transform industries and create irresistible political momentum. There’s rarely a silver bullet to achieve systemic change; we must pull every lever available. This approach has never been more relevant.

To be sure, there may be challenges enacting the Biden climate agenda from a divided Senate and right-wing Supreme Court. While they can’t be overlooked, a determined prioritization of climate in all policy-making forums, including those that are not traditionally environmental, can achieve Biden’s ambitious policy goals. Transportation policy, tax policy, infrastructure policy, and pandemic economic stimulus are all opportunities to drive decarbonization and create the green, living-wage jobs we need to spark an economic renaissance.

So far, the United States has spent trillions of dollars on stimulus, and while some of these efforts have provided much-needed aid to American families, we have flubbed the opportunity to use corporate bailout funds to invest in the green jobs of the future. The next round of stimulus can’t make the same mistake. All policy is climate policy now.

Pandemic Prevention

One of the top priorities for the Biden administration will be ending the coronavirus pandemic, but we must also focus on preventing the next pandemic. COVID-19, like SARS, MERS, Ebola, and AIDS before it, likely emerged from human-wildlife interaction fueled by deforestation. Indeed, destruction of native ecosystems is the single greatest risk factor for new pandemics. That’s why we support Senator Elizabeth Warren and Representative Ro Khanna’s call to include scaled up forest protection as part of a comprehensive pandemic protection plan. President-elect Biden also called during the first debate to mobilize $20 billion for rainforest conservation; we look forward to working with the administration to deliver on that pledge.

Presidential Climate Leadership Beyond Federal Policy

In order to achieve his climate goals, President Biden has far more at his disposal than just pulling the bureaucratic and legal levers available to him: he can set goals, provide tools, and demand action from the private sector, states and cities, and citizens alike. There’s more than one way for the president to drive decarbonization.

For our part, we’re scaling up our advocacy campaigns to transform agriculture and industry to drive rapid decarbonization. And states and cities such as those participating in America’s Climate Pledge are working hard on practical measures like clean electricity standards and changing local building codes.

President Biden can supercharge this agenda with some simple steps:

  • Demand that irresponsible U.S. companies like Cargill and ExxonMobil quit tarnishing America’s global reputation through destroying forests, polluting the atmosphere, and driving human rights abuses
  • Force foreign-owned business like top polluter JBS to act with respect for America’s waterways and communities; and push every large company join a race to the top for climate action;
  • Share the resources of the federal government to drive comprehensive action.

America’s Role in the World

We are relieved that the United States will once again be a leading voice for environmental protection. Change has already begun: Biden has promised to immediately rejoin the Paris Climate Agreement.

We look forward to working with the Biden administration to return to an era of honesty, integrity, and international cooperation to protect forests, climate, wildlife, and oceans, and secure the rights of Indigenous communities and courageous front-line defenders.

The United States and the world face enormous challenges crushing down on us all at once. But we believe that Joe Biden’s election can – with resolve, courage, and a LOT of grassroots organizing – represent a key pivot, a time when we turned away from the path that led to climate catastrophe and began to truly build back better.
Thanks for your continued support of Mighty Earth.

Sincerely,

             
Glenn Hurowitz            Kristin Urquiza
CEO, Mighty Earth       Deputy Director, Mighty Earth

Warren Khanna Letter Highlights Need to Stop Deforestation to Prevent Pandemics

More than 141 U.S. senators and representatives have signed onto a letter that emphasizes a need for comprehensive action to prevent and mitigate future pandemics. The letter outlines five key steps that Congressional leadership should take including halting "environmental degradation that increases the likelihood of global pandemics." We know that one of the most important ways to prevent future pandemics is to stop deforestation and this letter stresses that even as we respond to the current pandemic, we must still be preparing for the next one.

The full letter is available here.


Climate Finance Day, les acteurs financiers appelés à agir contre la déforestation liée au soja

Read in English

Jeudi 29 octobre 2020 – Les centaines d’acteurs du secteur de la finance qui se réunissent aujourd’hui au Palais Brongniart de Paris à l’occasion de la tenue du Climate Finance Day (1) seront accueillis par des militants d’ONG venus les appeler à ne plus être complices des méfaits liés à la production de soja au Brésil. Dans une note exposant les impacts dévastateurs du secteur sur le climat et la biodiversité, celles-ci y exposent les mesures à adopter par les banques, assureurs et investisseurs pour contraindre les négociants à changer leurs pratiques et assurer du soja “zéro déforestation”.

“Nous sommes ici pour alerter sur les impacts de la culture de soja, une des principales responsables de déforestation en Amérique du Sud. Tirée par la demande de viande et produits laitiers que nous consommons, sa production a plus que doublé en 10 ans. Cela a des conséquences dramatiques sur certains écosystèmes comme le Cerrado” déclare Klervi Le Guenic, chargée de campagne à Canopée Forêts Vivantes.

Le Cerrado est aujourd’hui la frontière de l’expansion de la culture du soja et l’un des écosystèmes les plus menacés de la planète. 50 % de sa superficie initiale a déjà été détruite. Sa disparition serait un désastre pour le climat et la biodiversité alors qu’il stocke l’équivalent de 13,7 milliards de tonnes de dioxyde de carbone (CO2) et abrite 5% de la biodiversité mondiale.

“La protection des forêts et de la biodiversité devient une préoccupation majeure des acteurs de la finance, du moins dans leurs discours. Dans les faits, leurs politiques pour prévenir les impacts liés à la déforestation et conversion d’écosystèmes naturels sont lacunaires quand elles ne sont pas tout simplement manquantes. Aujourd’hui, nous les appelons à dépasser les principes d’intention pour adopter des mesures concrètes et spécifiques à même de stopper la conversion d’écosystèmes naturels au Brésil” ajoute Lucie Pinson, fondatrice et directrice de Reclaim Finance.

Comme le montre une note publiée aujourd’hui par Canopée Forêts Vivantes, Mighty Earth, Reclaim Finance et SumOfUs, les clés du problème se trouvent au niveau du respect d’engagements “zéro déforestation” par les négociants de soja et en particulier par 4 entreprises qui contrôlent 56% du commerce mondial du soja : les ABCD ou ADM (pour Archer Daniels Midland), Bunge, Cargill et Louis Dreyfus. 9 ONG ont écrit à 11 acteurs financiers français en septembre afin de les appeler à conditionner leurs services financiers aux négociants au respect de trois mesures (2), dont l’arrêt de la commercialisation de soja issu de sols convertis avant le 1er janvier 2020.

« Cargill et Bunge sont deux des trois principales sociétés de soja qui détruisent les forêts et autres écosystèmes au Brésil. Sans conditionnement des services financiers à ces entreprises à une politique et une pratique de zéro déforestation, BNP Paribas, Crédit Agricole, BPCE et les autres institutions financières risquent d’être complices de cette destruction, et de se heurter à la loi ‘Devoir de vigilance’ commente Etelle Higonnet, directrice de campagnes chez Mighty Earth.

“Seuls 5 acteurs financiers ont répondu à notre courrier et si certains se disent prêts à en faire plus sur le soja, aucun ne s’est engagé à couper ses services aux négociants qui poursuivent leurs pratiques destructrices. Les premières victimes du soja sont les populations locales et autochtones. Elles ne peuvent être parmi nous aujourd’hui en raison de la crise sanitaire mais nous sommes déterminés à leur apporter notre soutien international tant que ce sera nécessaire” conclut Leyla Larbi, chargée de campagnes à SumOfUs.

Télécharger la note : Soja et déforestation, les acteurs financiers ne doivent plus être complices

Contact média et/ou seront présentes au Climate Finance Day :

  • Lucie Pinson, fondatrice et directrice générale de Reclaim Finance, [email protected], 06 79 54 37 15 – Sera présente au Climate Finance Day
  • Leyla Larbi, chargée de campagnes à SumOfUs, [email protected], 07 50 96 01 30
  • Klervi Le Guenic, chargée de campagne à Canopée Forêts Vivantes, [email protected], 07 52 64 08 54

Climate Finance Day: Financial Actors Called to Act Against Soy-Related Deforestation

Lire en français

Briefing by Canopée Forests Vivantes, Mighty Earth, Reclaim Finance and SumOfUs

PARIS -- Hundreds of financial players meeting today at the Palais Brongniart in Paris for Climate Finance Day (1) will be welcomed by NGO activists calling on them to stop being complicit in the misdeeds linked to soy production in Brazil. In a note outlining the devastating impacts of the sector on climate and biodiversity, they set out the measures to be adopted by banks, insurers and investors to force traders to change their practices and ensure "zero deforestation" of soya.

"We are here to warn about the impacts of soy cultivation, one of the main causes of deforestation in South America. Driven by the demand for the meat and dairy products we consume, its production has more than doubled in 10 years. This has dramatic consequences on certain ecosystems such as the Cerrado" says Klervi Le Guenic, campaign officer at Canopée Forêts Vivantes.

The Cerrado is now the frontier for the expansion of soy cultivation and one of the most threatened ecosystems on the planet. 50% of its original area has already been destroyed. Its disappearance would be a disaster for the climate and biodiversity as it stores the equivalent of 13.7 billion tonnes of carbon dioxide (CO2) and is home to 5% of the world's biodiversity.

"The protection of forests and biodiversity is becoming a major concern for financial players, at least in their speeches. In reality, their policies to prevent the impacts of deforestation and conversion of natural ecosystems are deficient if not simply lacking. Today, we are calling on them to go beyond the principles of intention to adopt concrete and specific measures to stop the conversion of natural ecosystems in Brazil" adds Lucie Pinson, founder and director of Reclaim Finance.

As shown in a note published today by Canopée Forests Vivantes, Mighty Earth, Reclaim Finance and SumOfUs, the key to the problem lies in the respect of "zero deforestation" commitments by soy traders and in particular by 4 companies that control 56% of the world soy trade: ABCD or ADM (for Archer Daniels Midland), Bunge, Cargill and Louis Dreyfus. 9 NGOs wrote to 11 French financial actors in September to call on them to make their financial services to traders conditional on compliance with three measures (2), including a halt to the marketing of soya from land converted before January 1 2020.

"Cargill and Bunge are two of the three major soybean companies that are destroying forests and other ecosystems in Brazil. Without conditioning financial services to these companies on a zero-deforestation policy and practice, BNP Paribas, Crédit Agricole, BPCE and other financial institutions risk being complicit in this destruction and face the "Devoir de Vigilance" law" said Etelle Higonnet, Campaign Director at Mighty Earth.

"Only five financial actors have responded to our letter, and while some have indicated a willingness to do more on soya, none have committed to cutting off services to traders who continue their destructive practices. The first victims of soya are the local and indigenous populations. They cannot be with us today because of the health crisis, but we are determined to provide them with our international support for as long as it is needed" concludes Leyla Larbi, SumOfUs' Campaigner.

Download the note « SOJA ET DÉFORESTATION : les acteurs financiers ne doivent plus être complices »
from Reclaim Finance

Media contacts and/or will be present at Climate Finance Day
- Lucie Pinson, founder and CEO of Reclaim Finance, [email protected], 06 79 54 37 15 - Will be
present at Climate Finance Day
- Nico Muzi, Europe Director of Mighty Earth, [email protected], 0032 484 27 87 91
- Klervi Le Guenic, Campaigner at Canopée Forêts Vivantes, [email protected], 07 52 64 08 54
- Leyla Larbi, SumOfUs Campaigner, [email protected], 07 50 96 01 30

Notes:
(1) https://www.climatefinanceday.com/
(2) Read the letter and the responses from French financial players: https://reclaimfinance.org/site/en/2020/10/27/stop-supporting-deforestation-joint-letter-to-french-financial-institutions/


Read in English

2020年10月22日
|鉄鋼

菅義偉首相が2050年までに日本の温室効果ガスの排出量を実質ゼロにすることを目指す方針を表明するという報道に続き、日本の鉄鋼企業である日本製鉄は、脱炭素に向けた準備を進めており、半年以内に2030年と2050年の排出削減目標を発表すると明らかにしました。今月は他にも進展がありました。鉄鋼大手のアルセロール・ミッタルが2050年までにカーボンニュートラルを達成するという目標を発表しています。

この最新ニュースを受けて、マイティ・アースのキャンペーンディレクターであるマーガレット・ハンズブロー(Margaret Hansbrough)は、以下の声明を発表しました。

「初めにアルセロール・ミッタル、そして今度は日本製鉄という、鉄鋼企業トップ3のうち2社が、脱炭素に向けた注目すべき行動を起こしています。これは気候変動に対する業界の姿勢の重要な変化を示すものです。この業界は全気候汚染の7%に責任を負っているにもかかわらず、長い間二酸化炭素排出に対する説明責任をはぐらかしてきました。しかし、産業面での脱炭素をめぐる語り口は変化し始めています。活動家の圧力が効いてきているのです。」

「2030年の目標が含まれていることは、日本製鉄が短期間での野心的な二酸化炭素排出削減の必要性を認識していることを示しています。私たちは、より多くの目標が含まれようになることを願っています。また、鉄鋼の脱炭素に向けた最善の方法について、アルセロール・ミッタルに対してと同様に、同社にも関与していきます。また、この2企業のコミットメントが、昨年のインド鉄鋼大手エッサール・スチールの共同買収を踏まえて、短期的に実行可能であるかを注意深く監視していきます。」

「ヨーロッパと日本の大企業は行動を起こし、政治指導者は強い意欲を表明しました。中国と宝鋼集団など中国の大企業が鉄鋼産業のコミットメントを強化するのを、私たちは待っています。」

「すでに公表されたものにしても、今後行われるものにしても、約束は1.5度の目標を実現する長い道のりにおける最初の一歩に過ぎません。約束だけでは不十分です。これらの排出目標を達成するには、明確な原則と行動を記した具体的で実行可能な計画が必要です。カーボンニュートラルの実現には、地球規模で、期限を定めた重要な目標を達成しグリーンリカバリー政策を行って、産業面での脱炭素を進めることが不可欠です。」


写真出典:Postmodern Studio via Shutterstock

Japan's Nippon Steel Planning for Carbon Neutrality, Signals Growing Momentum for Industrial Decarbonization

日本語で読む

Following news that Japanese Prime Minister Yoshihide Suga will pledge to reduce the country’s greenhouse gas emissions to net-zero by 2050, Japanese steel company Nippon Steel has indicated it is preparing for decarbonization and will unveil emissions reductions goals for 2030 and 2050 in the next six months. These developments come the same month that steel giant ArcelorMittal released its own goal of achieving carbon neutrality by 2050.

In response to the latest news, Mighty Earth Campaign Director Margaret Hansbrough issued the following statement:

“High-profile moves toward decarbonization from two of the top three steel companies – first ArcelorMittal and now Nippon Steel – indicate a significant shift in the industry's approach to climate change. This is a sector that has long dodged accountability for its carbon emissions, even as it is responsible for 7 percent of all climate pollution. But the narrative is beginning to change around industrial decarbonization, and activist pressure is working.

“The inclusion of a 2030 goal indicates Nippon is aware of the need for ambitious carbon emissions reductions in the short term. We hope to see even more goalposts included and will engage with the company, as we have with ArcelorMittal, on the best ways to decarbonize steel. We will also closely monitor the near-term operationalization of these two companies’ commitments in light of their joint acquisition of a major Indian steel producer last year, Essar Steel.

“Now that major European and Japanese companies are moving and their political leaders are signaling greater ambition, we are still waiting for China and its big companies, like Baowu Group and others, to step up with their own steel industry commitments.

“Pledges – both announced and yet-to-come – are just a first step on a long road to achieving a 1.5-degree scenario. We must go beyond pledges: we need specific, implementable plans with clear outlines and actions to achieve these emissions goals. Globally, hitting critical time-bound targets and tying green recovery policies to industrial decarbonization will be crucial for achieving carbon neutrality.”


Photo credit: Postmodern Studio via Shutterstock


État des lieux de l’avancement de l'accord sur le caoutchouc au Cameroun

English

Au cours de l’été 2019, Mighty Earth a publié un rapport documentant la déforestation, les réclamations des communautés et les violations des droits humains dans la plantation Hévécam, située dans le sud du Cameroun et appartenant à la plus grande entreprise de caoutchouc au monde, Halcyon Agri. Avant la publication de ce rapport, Mighty Earth avait rencontré Halcyon pour négocier avec deux ONG locales camerounaises, l’Appui pour la Protection de l’Environnement et le Développement (APED) et le Centre pour le Développement et l’Environnement (CED), présenter ses conclusions et obtenir des engagements de la part de la société. Celle-ci s’était en effet engagée à entreprendre la restauration des forêts et les réparations auprès des communautés vivant dans les plantations camerounaises d’Halcyon, ainsi qu’à améliorer les normes de développement durable dans l’ensemble de ses exploitations dans le monde. Un accord a été conclu et signé par toutes les parties de cette négociation.

Conformément à l’Accord d’août 2019 conclu entre Mighty Earth, l’APED, le CED et Halcyon Agri, le bilan présenté ci-dessous résume notre compréhension des récents progrès réalisés par la société pour mettre en œuvre ses engagements à traiter les problèmes passés, présents et à venir liés à ses plantations de caoutchouc Hévécam et Sudcam au Cameroun. Ce bilan fait également état de l’avancée des réformes menées par la société dans ses exploitations du monde entier.

En juillet 2020, il a également été signalé à Mighty Earth qu’au Cameroun, du latex lié aux exploitations d’Halcyon avait été déversé. Ce déversement, et l’intervention d’Halcyon pour résoudre cet incident sont également traités dans cet état des lieux.

Dans un domaine clé, Halcyon a devancé l’Accord en devenant la première entreprise de caoutchouc à adopter le règlement de l’UE et une loi européenne visant à interdire la déforestation et les violations des droits humains dans les chaînes d’approvisionnement.

État des lieux général sur l'avancement de l'Accord

Depuis la publication du rapport Restauration et Réparations et la signature de l’Accord qui a suivi, Mighty Earth et ses partenaires ont suivi les progrès réalisés par la société pour mettre en œuvre les mesures correctives décrites dans l’Accord. À plusieurs reprises, nous avons rencontré, en personne et virtuellement, des représentants de l’entreprise pour examiner et évaluer les progrès réalisés dans le cadre de l’Accord, mais aussi pour identifier certaines lacunes. Depuis notre enquête et la signature de l’Accord, Halcyon a cessé toute déforestation au Cameroun et a mis en œuvre une politique zéro déforestation dans ses exploitations du monde entier. Quant aux autres éléments de l’Accord, des progrès ont été réalisés à l’exception de certains points qui ont été retardés en raison du COVID-19.

En date de juillet 2020, les détails sur les progrès réalisés dans le cadre de l’Accord sont les suivants :

1. Conseil camerounais pour le développement durable : le Conseil camerounais pour le développement durable, qui auparavant ne disposait pas d’une composition adéquate, a maintenant été mis en place avec une structure à plusieurs niveaux, permettant une prise de décision plus harmonieuse grâce à une large inclusion de la société civile camerounaise locale, des dirigeants des groupes autochtones et d’autres communautés, du secteur et du gouvernement. Le Conseil a présenté ses travaux à la plus grande association nationale, la Plateforme Communautés et Forêt ou PCF, composée de 50 groupes locaux travaillant sur les droits humains et l’environnement, et a invité cette plateforme à élire leurs représentants pour siéger au Conseil. Cette plateforme a également été chargée d’inviter des chefs des communautés touchées par la déforestation pour la culture du caoutchouc. La sélection des dirigeants des communautés concernées a été effectuée en veillant à conserver un équilibre entre les dirigeants autochtones et non autochtones, et s’est faite dans le cadre de processus ouverts et de larges consultations.

Le Conseil s’est récemment réuni et a commencé à travailler. Désormais, en plus de la société civile locale et des chefs des communautés concernées, son action vise à inclure des groupes internationaux experts en matière d’environnement et de droits humains au Cameroun. Ces derniers ont été invités à rejoindre le Conseil en tant que conseillers ou membres.

Nous attendons avec impatience les développements de ce Conseil et l’inclusion en son sein de la société civile internationale. Nous espérons également que le Conseil fera pression en faveur d’une politique zéro déforestation pour le caoutchouc au Cameroun, en synergie avec les initiatives nationales zéro déforestation pour l’huile de palme et le cacao.

2. Plaintes individuelles et communautaires collectées et organisées dans le cadre du mécanisme de règlement des griefs : les questions patrimoniales des communautés camerounaises vivant sur les concessions ont été enregistrées par la société grâce à des consultations approfondies des communautés locales. Ceci a été réalisé dans le cadre d’un processus de consultations communautaires dans les zones exploitées par Hévécam puis dans celles exploitées par Sudcam. Ce processus a été mené dans les langues locales et avec l’aide des principales ONG locales. Toutes les questions patrimoniales et réclamations afférentes ayant émergé lors des consultations ont été consignées et catégorisées dans une liste principale puis classées par ordre de priorité en fonction de leur degré d’urgence. L’entreprise s’occupe actuellement de ces réclamations, avec la participation des communautés locales et des ONG. Les règlements des griefs relatifs aux exploitations camerounaises doivent être traités en 2020 et 2021.

Halcyon a mis au point un mécanisme de règlement des réclamations et (ou) griefs en ligne et hors ligne, dont les détails peuvent être consultés en ligne. Ce mécanisme couvre aujourd’hui toute réclamation concernant les exploitations mondiales, et pas seulement au Cameroun.

Au Cameroun, en plus du mécanisme de règlement des griefs en ligne, il existe désormais des processus informels au niveau local permettant de signaler oralement de nouveaux griefs aux représentants locaux de l’entreprise ou aux ONG locales (qui les communiquent ensuite à l’entreprise). Ces processus oraux sont en cours de formalisation, notamment en raison des problèmes d’alphabétisation.

Des efforts doivent encore être déployés pour que les communautés locales puissent continuer à faire valoir efficacement leurs réclamations (au Cameroun et dans le monde entier) auxquelles Halcyon doit ensuite répondre dans les plus brefs délais.

Le récent déversement de latex près de Kribi témoigne à la fois des progrès accomplis et des possibilités d’amélioration

Début juillet, en route vers Kribi, une ville portuaire du Cameroun, un camion transportant du latex provenant de la plantation d’Hévécam et appartenant à l’un des sous-traitants d’Halcyon, a renversé sa cargaison. Le latex s’est écoulé dans la rivière Eboundja, qui se jette directement dans la mer, polluant les sols et l’eau et affectant gravement les communautés de pêcheurs voisines. Après avoir été informée de ce déversement par le sous-traitant local, il semblerait qu’une action rapide ait été entreprise par Hévécam pour nettoyer ce déversement et indemniser les personnes touchées par cet incident. Toutefois, d’après l’APED, notre partenaire local, la réactivité de l’entreprise pourrait être encore améliorée. Bien que l’entreprise ait réagi rapidement, les personnes concernées étaient mécontentes qu’une telle chose se soit produite et ont souhaité une meilleure consultation de la communauté sur la manière d’éviter à l’avenir de tels incidents. Cet incident n’a pas non plus été enregistré sur le tableau de bord en ligne des incidents. À l’avenir, Halcyon devrait veiller à ce que son tableau de bord ou son mécanisme de traitement des incidents enregistre tous les cas notables, mais aussi les plaintes déposées contre l’entreprise ou ses sous-traitants. Ainsi, les personnes concernées, les communautés et, plus largement, les parties prenantes de l’entreprise pourront comprendre au mieux ce processus et en être satisfaites. La transparence et la responsabilité sont les piliers d’une résolution efficace des incidents et il est essentiel que les communautés locales et internationales puissent savoir dans quelle mesure Halcyon respecte ses engagements.

3. Des « Cahiers de charge » problématiques : les principales questions patrimoniales qui taraudent les populations vivant dans et autour de la plantation d’Hévécam sont les anciens accords des Cahiers de charge consignés il y a des années par des fonctionnaires locaux entre la société et les communautés locales. Les communautés locales interrogées ont estimé que ces Cahiers de charge ont été largement ignorés et les promesses qu’ils contenaient n’ont pas été tenues, et ce dans divers domaines. Bon nombre de ces questions ont été traitées par le biais des processus de règlement des différends et (ou) des griefs. Ces processus consistaient à recueillir les préoccupations des communautés sur le terrain. Ces préoccupations sont mentionnées dans le point 2 ci-dessus. Si un grand nombre des questions soulevées par les communautés à propos de ces Cahiers de charge sont en train d’être traitées par le biais des processus de règlement des différends et (ou) griefs, il faudra poursuivre les efforts entrepris pour rétablir la confiance des communautés.

4. Eau : le nettoyage des sources d’eau polluées a été identifié comme une question prioritaire dans l’enquête menée par Mighty Earth avec l’APED, mais aussi dans les consultations de collecte de griefs entre les villages et la société qui ont suivi.

    1. La société a reconnu que la qualité des effluents posait problème.
    2. La nouvelle usine de Sudcam au Cameroun est équipée de systèmes de traitement visant à ne rejeter aucun effluent.[1] Ce système a déjà été construit et sera opérationnel au dernier trimestre 2020.
    3. Des plans ont été élaborés pour mettre en place un mécanisme de traitement de l’eau en circuit fermé pour les exploitations d’Hévécam.
    4. Les systèmes de traitement du caoutchouc en circuit fermé mis en place par Halcyon au Cameroun, qui permettent aux effluents de ne plus être rejetés les rivières, ressembleront à ceux qui sont aujourd’hui opérationnels dans 17 de leurs exploitations en Indonésie.
    5. Halcyon étudie d’autres mécanismes de ce type pour d’autres régions.
    6. Lors de son dernier échange avec Halcyon, Mighty Earth a souligné qu’il fallait donner la priorité aux tests de l’eau des rivières et à l’installation de forages pour approvisionner en eau propre de toutes les communautés touchées, ce que la société a accepté.
    7. Halcyon s’est engagée à aider à dépolluer des rivières en optimisant son utilisation des pesticides dans ses plantations, ceci afin d’éviter que des produits chimiques ne se déversent dans les cours d’eau à proximité. D’après la société, la réduction de l’utilisation des pesticides fait désormais l’objet d’une préoccupation constante. La récente facilité de prêt liée au développement durable octroyée par la Deutsche Bank à Halcyon est conditionnée à la réduction de l’utilisation des pesticides chimiques par hectare, avec des objectifs et des indicateurs clés de performance spécifiés dans le prêt et devant être mesurés chaque année. Mighty Earth demandera des données à ce sujet pour suivre la réduction de cette utilisation au fil du temps, et notamment celle des produits présentant les niveaux de toxicité les plus élevés et les plus persistants pour les êtres humains et la faune sauvage.
    8. Mighty Earth continuera à encourager Halcyon à réduire l’utilisation de tous les pesticides dans sa chaîne d’approvisionnement mondiale en caoutchouc, directe et indirecte.

5. Traçabilité et transparence : pour mettre fin à la déforestation, aux violations des droits humains et aux problèmes relatifs au travail d’une chaîne d’approvisionnement, garantir sa transparence est une première étape fondamentale. Depuis la signature de l’Accord, Halcyon a évolué vers une plus grande traçabilité et transparence de ses exploitations mondiales grâce au Sustainability Policy Transparency Toolkit de la Zoological Society of London (SPOTT de la ZSL), un outil d’évaluation de la transparence de la chaîne d’approvisionnement. SPOTT a évalué plusieurs producteurs et transformateurs de caoutchouc naturel — y compris Halcyon — en se fondant sur la divulgation publique de leurs politiques, sur leurs exploitations et sur leurs engagements en matière de bonnes pratiques environnementales, sociales et de gouvernance (ESG). Chaque entreprise a obtenu une note sous forme de pourcentage et un classement pour mesurer sa transparence par rapport aux risques ESG. Halcyon utilise l’outil SPOTT dans l’ensemble du groupe et pas seulement pour son approvisionnement du Cameroun. La société contrôle 12 % du commerce mondial du caoutchouc. Avec une note de 69,6 %, Halcyon a ainsi obtenu la deuxième place dans le classement SPOTT pour le caoutchouc de la ZSL. Ci-dessous, une note de ce blog passe en revue les critères pris en compte par SPOTT pour le caoutchouc. Mighty Earth continuera à encourager Halcyon à améliorer sa traçabilité et sa transparence sur l’ensemble de sa chaîne d’approvisionnement mondiale en caoutchouc, directe et indirecte, en grande partie grâce à l’outil SPOTT de la ZSL.

6. Droits des populations autochtones : il reste beaucoup à faire sur la question des droits des populations autochtones, compte tenu des décennies d’abus graves et généralisés. La société civile et Halcyon doivent soutenir le gouvernement qui doit entreprendre un travail au niveau national et local pour garantir la représentation des populations autochtones, l’inclusion civique, et faciliter l’accession à certains droits comme les certificats de naissance, les papiers de citoyenneté, et les droits de dénomination des terres et des villages. Halcyon devrait former des partenariats et collaborer avec le gouvernement et la société civile pour s’assurer que les besoins des communautés autochtones touchées sont pris en compte.

7. Équité en matière d’emploi : l’équité en matière d’emploi pour les populations locales dans les plantations au Cameroun et à tous les niveaux de l’entreprise, y compris pour les populations autochtones et les femmes, est un problème qui a été mis en lumière par l’enquête de Mighty Earth. L’entreprise a promis de s’attaquer à ce problème et a recueilli depuis des données sur l’état actuel des choses (que Mighty Earth se réjouit d’examiner). Elle a également promis de revoir ses pratiques de gestion des ressources humaines. Halcyon doit continuer à améliorer ses pratiques d’embauche et de maintien en poste, afin que celles-ci soient plus équitables.

8. Soutenir les petits exploitants au Cameroun : en développant son programme pour les petits exploitants sous-traitants, Halcyon a collaboré avec Proforest pour son évaluation des critères environnementaux, et avec l’APED et l’APIFED pour son engagement auprès des communautés. Le programme pour les petits exploitants garantira une politique zéro déforestation pour l’ensemble de ses exploitations. Il sera lancé dès l’année prochaine. Mighty Earth continue à dialoguer avec l’entreprise pour que celle-ci intègre dans son programme des critères d’inclusion, en particulier envers les parties prenantes locales, et d’inclusion et d’équité pour les communautés autochtones et les femmes.

9. Zéro déforestation : Halcyon s’est engagée à mettre fin à toute déforestation sur l’ensemble de ses plantations, y compris celles du Cameroun. Suite à de récents échanges avec l’entreprise et des partenaires de la société civile locale, et après avoir analysé des cartes satellites du Cameroun, Mighty Earth estime que ces engagements sont actuellement respectés.

Halcyon s’est également engagée à veiller à ce que son approvisionnement en caoutchouc en dehors du Cameroun n’implique aucune déforestation, y compris dans ses chaînes d’approvisionnement de la région du Mékong (au Cambodge, au Laos, en Thaïlande et au Vietnam). Mighty Earth attend qu’Halcyon lui adresse des rapports et des vérifications supplémentaires sur les progrès réalisés, pour s’assurer que le caoutchouc est bien produit sans déforestation dans l’ensemble de ses chaînes d’approvisionnement en Asie. Ces vérifications doivent éclairer les questions complexes de la déforestation dans la chaîne d’approvisionnement indirecte en caoutchouc provenant de petits agriculteurs. Le travail d’Halcyon visant à se séparer de l’approvisionnement en caoutchouc lié à une éventuelle déforestation comprend le lancement de sa politique d’approvisionnement responsable développée avec Rainforest Alliance.

10. Forêts communautaires au Cameroun : dans le cadre de son engagement zéro déforestation, Halcyon a accepté de ne pas toucher aux forêts restantes des nouvelles zones de concession, mais plutôt de les convertir en forêts communautaires. Ceci a pour but de confier la gestion de ces terres aux communautés locales dépendantes de la forêt, y compris les communautés autochtones. Plutôt que de rendre ces zones au gouvernement, qui pourrait les concéder à une autre société qui à son tour chercherait à les exploiter, ces terres seront détenues et gérées en tant que forêts communautaires par les populations locales, avec l’aide d’organisations de la société civile camerounaise, selon un modèle à déterminer. Un plan pour la forêt a été rédigé, et la décision finale sur la gestion des terres forestières communautaires bordant la réserve de faune du Dja est en train d’être déterminée par le Conseil camerounais pour le développement durable qui comprend des ONG locales et des dirigeants des communautés locales concernées. Le Conseil a voté en faveur d’une « cogestion des terres par Sudcam et les communautés avec un contrôle de son utilisation par les communautés ». Les raisons en faveur de cette cogestion sont les suivantes :

  • Une opportunité de cogestion/gestion participative de cette zone avec les communautés ;
  • Sudcam possède un bail à long terme de la forêt et la cogestion de Sudcam devrait donc être acceptable ;
  • Cette cogestion ne devrait pas nécessiter de démarches complexes auprès du gouvernement si elle est présentée comme une initiative de Sudcam avec le soutien des communautés ;
  • Le plan de gestion sera élaboré de manière à exclure l’exploitation forestière, mais à servir à la fois les intérêts de conservation de Sudcam et l’utilisation de la forêt par les communautés ;
  • Cette cogestion permet d’explorer les possibilités d’un futur système de PSE (paiement pour services environnementaux) pour les communautés ;
  • Le gouvernement ne peut pas accorder de permis d’exploitation (vente de coupe) aux sociétés d’exploitation forestière pour ces forêts ;
  • Ces forêts peuvent ne pas nécessiter de procédure de classement, car elles font partie de la concession de Sudcam
  • Le plan de gestion et les règlements peuvent couvrir la durée du bail de Sudcam.

 

Dans l’ensemble, Halcyon a pris des mesures essentielles et encourageantes pour la protection des forêts, son engagement auprès des communautés, sa réactivité en cas d’incident et le règlement des griefs actuels et antérieurs. Néanmoins, l’entreprise a encore un long chemin à parcourir pour que ses exploitations au Cameroun et dans le monde entier soient pleinement durables. L’inclusion constante des parties prenantes locales, en particulier des populations autochtones, sera essentielle pour continuer à aller de l’avant. Mighty Earth reste déterminée à œuvrer avec l’entreprise pour que tous les éléments de l’Accord soient respectés.

 

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